Mutismo seletivo

Mutismo seletivo

            O Mutismo Seletivo é uma perturbação de ansiedade que se caracteriza pela incapacidade de a criança falar em situações sociais especificas, falando noutras situações.

            Normalmente, as crianças e adolescentes com esta perturbação não iniciam conversas ou não respondem quando os outros lhes falam, podendo tal acontecer nas interações sociais com outras crianças/adolescentes ou com adultos. Com os membros da família próxima em casa podem falar, mas frequentemente com amigos próximos ou familiares de segundo grau (e.g., avós, primos, etc.) apresentam esta dificuldade. Tal dificuldade, pode interferir com o rendimento escolar, quando as crianças recusam falar na escola, impedindo a avaliação das suas capacidades pelos professores.

            Muitas vezes, as crianças com Mutismo Seletivo apresentam: timidez excessiva, isolamento e retraimento social, medo da vergonha em situações sociais, tendência para ficar muito “coladas” às principais figuras de vinculação, traços compulsivos, birras ou comportamentos de oposição ligeiros e negativismo.

            Geralmente, esta perturbação verifica-se antes dos 5 anos, mas pode ser só detetada com a entrada na escola pelo aumento das interações sociais e das situações de desempenho.

Intervenção

            Crianças e Adolescentes com Mutismo Seletivo beneficiam de intervenção psicológica e/ou psiquiátrica que inclui:

  • Reforço da coragem e autoestima da criança;
  • Gestão da sintomatologia: tolerância à ansiedade e desconforto;
  • Treino em técnicas de relaxamento;
  • Intervenção junto das figuras de vinculação para gradualmente se afastarem da criança em momentos de interação com outras pessoas para que esta se habitue à interação social com elas;
  • Envolvimento da escola na intervenção para criação gradual de situações sociais que permitam à criança ir se sentindo mais confortável para ultrapassar a dificuldade.

Em alguns casos, a criança ou adolescente também pode beneficiar de medicação que diminua a ansiedade.

Fontes:

American Psychiatric Association. (2013). DSM-5: Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais (5ª ed.). Climepsi.

Carr, A. (2014). Manual de psicologia clínica da criança e do adolescente: Uma abordagem contextual (1ª ed.). Psiquilibrios Edições.

#mutismoseletivo #crianças #adolescentes #saudemental

Ana Sofia Santos

Tudo sobre ansiedade de separação em crianças e adolescentes

Ansiedade de Separação em Crianças e Adolescentes

A Ansiedade de Separação é um tipo de ansiedade comum na infância, uma vez que faz parte do desenvolvimento da criança o medo da separação das figuras cuidadoras e de estranhos. Tal ansiedade é muito comum em bebés por volta dos 12 meses que costumam apresentar medo perante pessoas estranhas.

No entanto, a Ansiedade de Separação pode também constituir uma perturbação de ansiedade, que se caracteriza por medo e ansiedade excessivos relativamente à separação daqueles a quem está vinculado, quando inadequado para o nível de desenvolvimento do individuo. O início desta perturbação pode ser precoce na idade pré-escolar; no entanto, pode ocorrer em qualquer altura da infância e, em casos mais raros, na adolescência. Normalmente, pode se apresentar como um problema clinicamente significativo na transição para a escola, em que a criança mostra relutância ou evita por completo ir para a escola de forma a evitar a separação.

As crianças ou adolescentes com Perturbação de Ansiedade de Separação podem apresentar sintomas como:

  • Mal-estar excessivo e persistente que ocorre ou é antecipado pela separação das principais figuras de vinculação ou da casa.
  • Preocupação excessiva e recorrente pela perda dos cuidadores ou por possíveis eventos negativos que possam acontecer a essas pessoas (e.g., doenças, lesões, acidentes, morte).
  • Preocupação excessiva e recorrente relativamente à possibilidade de que um acontecimento adverso leve à separação relativamente à figura de vinculação (e.g., perder-se, ter um acidente, ser raptado, etc.).
  • Relutância ou recusa em sair de casa para a escola ou para outro local por medo da separação.
  • Relutância ou recusa em dormir fora de casa ou em adormecer sem a presença da(s) figura(s) de vinculação.
  • Pesadelos recorrentes que envolvem conteúdos de separação.
  • Queixas recorrentes de sintomas físicos, tais como dores de barriga, vómitos, dores de cabeça, quando ocorre ou se antecipa a separação.

Tanto o medo, a ansiedade ou o evitamento são persistentes, durando pelo menos 4 semanas nas crianças e adolescentes.

Assim, as crianças com esta perturbação, quando separadas das figuras de vinculação, podem apresentar tristeza, apatia, isolamento social e/ou dificuldades em concentrar-se nas tarefas, sejam de trabalhos ou de brincadeiras. Além disso, quando muito perturbadas relativamente à separação, as crianças podem apresentar zanga ou ser agressivas para aqueles que causam/forçam a separação. Crianças com Perturbação de Ansiedade de Separação podem ser descritas como exigentes, intrusivas, com uma necessidade de atenção permanente.

Intervenção

            Crianças e Adolescentes com Perturbação de Ansiedade de Separação beneficiam de intervenção psicológica e/ou psiquiátrica que inclui:

  • Treino em técnicas de relaxamento;
  • Reforço da coragem e autoestima da criança;
  • Gestão da sintomatologia: tolerância à ansiedade e desconforto;
  • Reforço sistemático das separações: sistema de recompensas;
  • Intervenção junto das figuras de vinculação para gerir as situações de despedida e os protestos;
  • Envolvimento da escola na intervenção com a receção da criança à entrada por outro adulto da escola que transmita segurança e confiança ou pelos colegas.

Em alguns casos, a criança ou adolescente também pode beneficiar de medicação que diminua a ansiedade.

Fontes:

American Psychiatric Association. (2013). DSM-5: Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais (5ª ed.). Climepsi.

Carr, A. (2014). Manual de psicologia clínica da criança e do adolescente: Uma abordagem contextual (1ª ed.). Psiquilibrios Edições.

Elia, J. (2021). Transtornos de ansiedade da separação. https://www.msdmanuals.com/pt-pt/profissional/pediatria/transtornos-mentais-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes/transtornos-de-ansiedade-da-separa%C3%A7%C3%A3o

#ansiedadedeseparação #crianças #adolescentes #saudemental

Ana Sofia Santos

A verdade sobre a ansiedade em crianças e adolescentes

Ansiedade em Crianças e Adolescentes

A Ansiedade em crianças e adolescentes é normal, principalmente quando ocorrem situações stressantes, tais como mudanças (e.g., entrada para a escola, mudança de ciclo escolar, mudança de casa, etc.), conflitos entre os pais ou parentes próximos, problemas escolares, entre outras situações.

Sintomas que a criança ou adolescente pode apresentar:

  • Dificuldades de concentração;
  • Alterações de sono, com dificuldade em adormecer ou acordar a meio da noite com pesadelos;
  • Alterações do apetite: não comer adequadamente;
  • Raiva, irritabilidade ou estar mais reativo;
  • Preocupação constante e pensamentos negativos;
  • Tensão e agitação psicomotora;
  • Necessidade mais frequente de ir à casa de banho;
  • Choro frequente;
  • Muito apego às figuras de vinculação;
  • Queixas de dores de barriga ou de mal-estar físico;
  • Isolamento social e/ou evitamento de situações especificas.

Fatores de risco para problemas de ansiedade em crianças e adolescentes:

  • Vulnerabilidade genética
  • Temperamento inibido (crianças mais fechadas, com tendência à internalização)
  • Baixa autoestima
  • Locus de controlo externo (atribuição de situações que ocorrem na sua vida a fatores externos, como a sorte, o destino, etc., sem considerar a própria responsabilidade)
  • Vinculação ansiosa com os cuidadores
  • Ansiedade parental a que a criança/adolescente é exposta/o
  • Cultura familiar ansiosa e sensível a ameaças

Fatores que podem precipitar problemas de ansiedade em crianças e adolescentes

  • Stresses de vida agudos
  • Doença ou acidentes
  • Abuso infantil
  • Bullying
  • Vitimização pelos professores
  • Separação cuidadores-criança
  • Entrada para a escola
  • Nascimentos na família
  • Perdas na família
  • Mudança de escola
  • Perda de amizades dos pares
  • Separação parental ou divórcio
  • Desemprego dos cuidadores
  • Mudança de casa

Intervenção:

Psicologia da Criança e do Adolescente e/ou Pedopsiquiatria são especialidades que podem intervir junto da criança ou do/a adolescente, de forma a:

  • Ajudar a compreender a causa da ansiedade;
  • Ajudar a desconstruir medos e preocupações;
  • Ajudar a mudar pensamentos negativos e ansiosos;
  • Ajudar a mudar comportamentos que contribuem para os medos e a ansiedade;
  • Ajudar a gerir a ansiedade de forma mais adaptativa;
  • No caso da Pedopsiquiatria e dependendo de vários fatores (e.g., idade da criança), pode ser útil o recurso a medicação para estabilizar a ansiedade.

Fontes:

Carr, A. (2014). Manual de psicologia clínica da criança e do adolescente: Uma abordagem contextual (1ª ed.). Psiquilibrios Edições.

National Health Service. (2020, dezembro). Anxiety disorders in children. https://www.nhs.uk/mental-health/children-and-young-adults/advice-for-parents/anxiety-disorders-in-children/

#ansiedade #crianças #adolescentes #saudemental

Ana Sofia Santos

Medos comuns em crianças e adolescentes

Medos comuns em crianças e adolescentes

As crianças, tal como os adultos, ocasionalmente sentem alguma ansiedade. Na infância e na adolescência, os estímulos que causam medo e ansiedade vão mudando, consoante ocorre também o desenvolvimento das competências cognitivas e sociais e das preocupações de cada um. Esses medos e ansiedade podem não ser sinais de uma perturbação. Tanto o medo como a ansiedade são emoções que todos temos. No entanto, se a criança ou o/a adolescente ficar com tanto medo e com tanta ansiedade que causam um mal-estar clinicamente significativo e que interferem nos funcionamentos social, escolar, ocupacional ou noutras áreas importantes, ele/a pode ter uma perturbação de ansiedade.

De seguida, apresentamos-lhe os medos que mais comummente se desenvolvem ao longo da infância e da adolescência:

Primeiros 6 meses de vida: estimulação extrema como barulhos intensos e a perda de suporte nos cuidados são situações que causam muito medo.

Dos 6 aos 12 meses: medo de estranhos e da separação das figuras cuidadoras.

Dos 2 aos 4 anos: medo de criaturas imaginárias ou sobrenaturais por ainda não conseguir distinguir a fantasia da realidade; tais como: escuro, potenciais assaltantes e monstros.

Dos 5 aos 7 anos:  como há o desenvolvimento da tomada de consciência sobre o mundo natural surgem medos relacionados com animais, desastres naturais e outros medos originados a partir de informações veiculadas pelos media, como doenças e a morte, por exemplo.

Dos 8 aos 11 anos: com a entrada para a escola e os primeiros anos escolares, verificam-se medos relacionados com o desempenho académico e desportivo.

Dos 12 aos 18 anos: com a adolescência surge o medo principalmente por rejeição dos pares e mantém-se muitas vezes o medo relacionado com o desempenho escolar. Principais perturbações de ansiedade: Fobia Social, Agorafobia e Perturbação de Pânico.

Fontes:

American Psychiatric Association. (2013). DSM-5: Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais (5ª ed.). Climepsi.

Carr, A. (2014). Manual de psicologia clínica da criança e do adolescente: Uma abordagem contextual (1ª ed.). Psiquilibrios Edições.

Elia, J. (2021). Considerações gerais sobre transtornos de ansiedade em crianças e adolescentes. https://www.msdmanuals.com/pt-pt/profissional/pediatria/transtornos-mentais-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes/vis%C3%A3o-geral-dos-transtornos-de-ansiedade-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes

#medos #crianças #adolescentes #saudemental

Ana Sofia Santos

Qual a intervenção para as Dificuldades ou Perturbações de Aprendizagem?

Qual a intervenção para as Dificuldades ou Perturbações de Aprendizagem?

O tratamento para estas dificuldades passa, normalmente, pela conjugação de diferentes abordagens, como:

  • Abordagem educativa: com foco na forma como a criança ou o adolescente aprendem; normalmente, passa por programas de ensino estratégico e individualizado;
  • Abordagem farmacológica: podem ajudar nas habilidades académicas, mas ajudam principalmente em melhorar a atenção e a concentração, o que promove a aprendizagem;
  • Abordagem médica e psicológica: pode incluir as especialidades de Psiquiatria, Psicologia e Neuropsicologia, pretendendo-se a promoção de uma melhor gestão das dificuldades ou de sintomatologia que esteja associada à perturbação (e.g., ansiedade, depressão, etc.).

Fontes:

American Psychiatric Association. (2013). Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais (5ª ed.). Climepsi.

National Health Service. (2022, 10 de janeiro). Overview: Learning disabilities. https://www.nhs.uk/conditions/learning-disabilities/

Sulkes, S. B. (2022, fevereiro), Visão geral dos transtornos de aprendizagem. https://www.msdmanuals.com/pt-pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-de-aprendizagem-e-desenvolvimento/vis%C3%A3o-geral-dos-transtornos-de-aprendizagem

Ana Sofia Santos

#dificuldadesdeaprendizagem #escola #saudemental

Saiba mais sobre Dificuldades de Aprendizagem

Saiba mais sobre Dificuldades de Aprendizagem

Quais são os tipos de Dificuldades ou de Perturbações de Aprendizagem Especificas?

  • Perturbação de Aprendizagem Específica com Défice na Leitura
  • Perturbação de Aprendizagem Específica com Défice na Escrita
  • Perturbação de Aprendizagem Específica com Défice na Matemática

Perturbação de Aprendizagem Específica com Défice na Leitura (ou Dislexia):

Perturbação de aprendizagem caracterizada por dificuldades no reconhecimento e descodificação de palavras, com alterações no ritmo ou fluência de leitura e na capacidade de soletração.

Perturbação de Aprendizagem Específica com Défice na Escrita:

Disortografia: Perturbação de aprendizagem caracterizada por dificuldades em escrever sem erros gramaticais ou de pontuação, em corresponder os sons às letras e na omissão ou adição de letras e sílabas (ex.: porta – pota).

Disgrafia: Perturbação de aprendizagem caracterizada por ilegibilidade da caligrafia, com alterações na forma, proporcionalidade, espaçamento, alinhamento e traçado das letras.

Perturbação de Aprendizagem Específica com Défice na Matemática (ou Discalculia):

Perturbação de aprendizagem caracterizada por dificuldades no conceito do número, na memorização de factos aritméticos, na fluência e precisão do cálculo e na precisão do raciocínio matemático.

Fontes:

American Psychiatric Association. (2013). Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais (5ª ed.). Climepsi.

National Health Service. (2022, 10 de janeiro). Overview: Learning disabilities. https://www.nhs.uk/conditions/learning-disabilities/

Sulkes, S. B. (2022, fevereiro), Visão geral dos transtornos de aprendizagem. https://www.msdmanuals.com/pt-pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-de-aprendizagem-e-desenvolvimento/vis%C3%A3o-geral-dos-transtornos-de-aprendizagem

Ana Sofia Santos

#dificuldadesdeaprendizagem #escola #saudemental

Dicas para diminuir a ansiedade durante os testes/exames

Dicas para diminuir a ansiedade durante os testes/exames:

Hoje, trazemos-lhe algumas dicas para gerir melhor e diminuir a ansiedade durante os testes ou os exames:

  1. Respirar fundo: antes de entrar para a aula do teste e enquanto o teste é distribuído podemos respirar fundo várias vezes, focando-nos apenas na respiração, sem pensar em mais nada. Apenas: inspira… e expira… Se, durante o teste, nos voltarmos a sentir assim mais ansiosos, podemos mais uma vez parar, fechar os olhos e respirar fundo. Inspirar… Expirar…
  2. Tentar ficar o mais sozinho/a possível: pois a ansiedade pode ser “contagiosa”, ou seja, a ansiedade dos outros pode aumentar ainda mais a nossa ansiedade (evitar colegas ansiosos, a tirarem dúvidas ou a memorizarem matéria).
  3. Responder em primeiro lugar às questões que sabemos melhor e às mais fáceis: isso vai ajudar-nos a não ficarmos logo presos às perguntas mais difíceis, uma vez que depois isso pode prejudicar o tempo que nos resta para as restantes perguntas.
  4. Controlar adequadamente o tempo que dispõe para cada questão: devemos levar sempre um relógio connosco para o teste/exame, para que possamos ir controlando o tempo. Devemos também ir gerindo o tempo para que não fiquemos demasiado tempo numa pergunta, esquecendo-nos das que ainda faltam.
  5. Concentrar na tarefa: sem nos distrairmos com o que se passa à nossa volta.
  6. Fazer pequenos esquemas numa folha de rascunho: isso ajuda-nos a formular as respostas de forma mais organizada e pode evitar que nos esqueçamos de aspetos importantes.
  7. Reler o teste/exame no fim: quando acabamos de responder a todas as questões, devemos ainda assim reler todo o teste e clarificar aquilo que possa não estar muito claro.

Fontes:

Campos, A. (n.d.). Estratégias para reduzir a ansiedade nos testes. https://www.escolavirtual.pt/Blogue/Artigos/estrategias-para-reduzir-a-ansiedade-nos-testes.htm

Costa, A. R. (n.d.). Sugestões para gerir a ansiedade numa altura de exames. https://www.portoeditora.pt/paisealunos/pais-and-alunos/noticia/ver?id=111842&langid=1

Ordem dos Psicólogos Portugueses. (n.d.). Escola saudavelmente: Testes e ansiedade. https://escolasaudavelmente.pt/alunos/adolescentes/escola/testes-e-ansiedade

Ana Sofia Santos

#ansiedadenostestes #alunos #saudemental

Dicas para diminuir a Ansiedade antes dos testes

Dicas para diminuir a Ansiedade antes dos testes:

            Hoje trazemos-lhe algumas dicas para gerir melhor e diminuir a ansiedade antes dos testes:

  1. Estar preparado/a: o que implica não só estudar antes do teste, mas também estar com atenção nas aulas, fazer os TPCs e ter bons hábitos e métodos de estudo. Estes hábitos vão fazer com que o estudo mais intenso antes de um teste seja mais fácil, porque já fomos aprendendo e compreendendo progressivamente a matéria. Quanto mais estudarmos e soubermos a matéria, mais confiantes vamos ficar de que o teste vai correr bem e, portanto, menos nervosos vamos ficar no dia do teste.
  2. Ter um plano de estudo com um horário pormenorizado e com metas atingíveis: tal pode ajudar-nos a gerir melhor o nosso tempo e o nosso estudo, de forma a que não nos esqueçamos de estudar nenhuma matéria importante.
  3. Fazer testes ou exames de anos anteriores: no caso de não termos acesso a testes anteriores, podemos, a partir da matéria que sai no teste, criar perguntas imagináveis que podem sair no teste, de forma a que possamos responder a elas. Isso vai ajudar-nos a perceber melhor qual a matéria que já percebemos e qual a matéria que precisa um pouco mais da nossa dedicação e esforço.
  4. Pedir ajuda: muita ansiedade vai atrapalhar o nosso desempenho, portanto procurar um psicólogo para que nos dê estratégias mais adequadas a nós para lidarmos com a ansiedade pode ser algo crucial.
  5. Esperar o melhor e bloquear pensamentos negativos: se sabemos que nos preparamos para o teste, então temos de nos tentar focar em coisas boas e esperar o melhor. Podemos pensar “estudei e estou preparado/a para fazer o meu melhor, vai correr bem!”, “Eu estudei e trabalhei muito para este teste”, “Eu consigo”, “Eu sou inteligente”, etc. Se pelo contrário só tivermos pensamentos negativos, como “Corre-me sempre mal este teste”, “Estou tramado/a se tiro negativa neste teste”, etc., a nossa ansiedade só vai aumentar.
  6. Ter uma perspetiva mais simples sobre o Teste: podemos antes do teste adotar uma perspetiva de “é só mais um teste!”. Isto, porque ter essa perspetiva pode ajudar a que, sob stress, não comecemos a “catastrofizar” (pensar nos cenários negativos – catástrofes).
  7. Ter hábitos saudáveis: dormir as horas necessárias (8 a 9 horas por noite), fazer exercício físico regularmente, ter uma alimentação equilibrada são comportamentos que nos ajudam perante um teste, pois influenciam a forma como nos sentimos. Se dormirmos pouco ou nos alimentarmos mal, podemos sentir-nos mais cansados. O exercício físico também é fundamental porque é uma ótima forma de “desgastar” a energia da ansiedade, o que faz com que esta diminua.

Fontes:

Campos, A. (n.d.). Estratégias para reduzir a ansiedade nos testes. https://www.escolavirtual.pt/Blogue/Artigos/estrategias-para-reduzir-a-ansiedade-nos-testes.htm

Costa, A. R. (n.d.). Sugestões para gerir a ansiedade numa altura de exames. https://www.portoeditora.pt/paisealunos/pais-and-alunos/noticia/ver?id=111842&langid=1

Ordem dos Psicólogos Portugueses. (n.d.). Escola saudavelmente: Testes e ansiedade. https://escolasaudavelmente.pt/alunos/adolescentes/escola/testes-e-ansiedade

Ana Sofia Santos

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Ansiedade nos Testes. Por que acontece?

Ansiedade nos Testes. Por que acontece?

Mesmo estudando, é comum que, quando chega o dia do teste ou exame, nos sintamos muito ansiosos e nervosos. Podemos achar que não vamos conseguir responder a nada, que o teste/exame vai ser muito difícil ou até que podemos ter uma “branca”.

Esta ansiedade face aos testes é mais conhecida como Ansiedade de Desempenho, que pode ser definida como uma ansiedade que aparece quando estamos numa situação em que o nosso desempenho é avaliado e importante. Assim, pode ocorrer em situações em que queremos realmente sair-nos bem, em situações em que temos pressão para nos sairmos bem e/ou em situações em que queremos mostrar um bom desempenho (por exemplo, aos professores, pais, amigos, etc.). Muitas vezes, os resultados dos testes vão ditar a média que temos no final do ano e, posteriormente, podem influenciar o curso superior ou a universidade em que entramos, portanto é natural que queiramos ter um bom desempenho.

A ansiedade até pode ser positiva antes de um teste porque ajuda-nos a estar a alerta e atentos. No entanto, quando é muito intensa pode realmente interferir com a nossa concentração e desempenho.

A ansiedade intensa antes dos testes pode-se caracterizar por:

  • Pensamentos recorrentes sobre a possibilidade de a matéria que menos dominamos sair no teste;
  • Recordações de testes anteriores que correram menos bem;
  • Pensamentos que põem em causa os conhecimentos que se tem acerca da disciplina (pensar “não me lembro de nada”);
  • Entre outros.

Assim, quando se aproxima o teste ou o exame muitas vezes temos pensamentos negativos e de incompetência (como “não sou capaz”, “não sei nada”, “sou burro/a”, etc.) e queremos desistir do teste ou do exame (queremos fugir). Além disso, quando temos ansiedade de desempenho face aos testes podemos também ter alguns sintomas físicos, tais como:

  • Dores no estômago;
  • Dores de cabeça;
  • Tensão nos músculos;
  • O coração a bater muito rápido;
  • Suores;
  • Dificuldades em dormir na(s) noite(s) anterior(es);
  • Vómitos;
  • Entre outros.

Muitas vezes, os nossos pensamentos criam um círculo vicioso, ou seja, quanto mais pensamos nas coisas más que podem acontecer, mais ansiosos ficamos, o que só nos faz sentir pior e com mais dificuldade em estarmos concentrados.

Fontes:

Costa, A. R. (n.d.). Sugestões para gerir a ansiedade numa altura de exames. https://www.portoeditora.pt/paisealunos/pais-and-alunos/noticia/ver?id=111842&langid=1

Ordem dos Psicólogos Portugueses. (n.d.). Escola saudavelmente: Testes e ansiedade. https://escolasaudavelmente.pt/alunos/adolescentes/escola/testes-e-ansiedade

Ana Sofia Santos

#ansiedadenostestes #alunos #saudemental

8 dicas práticas para estudar melhor

Hoje, dia 24 de março, celebra-se o Dia Nacional do Estudante.

Por isso, decidimos trazer algumas dicas práticas sobre como estudar.

Antes de passarmos ao fundamental, ressaltamos que cada método pode resultar melhor para uma pessoa do que para outra e, portanto, o importante é que encontre a sua forma para aprender ou estudar melhor.

As nossas dicas são:

  • Prepare algumas questões sobre a matéria para que possa responder sem ver: pode ainda gravar em áudio o que responde para depois comparar com os seus apontamentos.
  • Explique a matéria em palavras suas pode ser para o ar, gravando, ou para outra pessoa: vai ajudá-lo/a a refletir e a ouvir o seu próprio raciocínio para perceber o que já compreendeu e o que falta perceber.
  • Faça pequenas pausas a cada 25 minutos de estudo: aproveite a pausa para caminhar um pouco, beber água, comer e/ou relaxar.
  • Faça esquemas com os pontos principais da matéria: depois releia-os, tentando aprofundar os tópicos com base na matéria.
  • Elimine do seu espaço todos os fatores distratores: por exemplo, o telemóvel, a televisão, entre outros.
  • Crie um sistema de lembretes para se lembrar de tudo o que precisa fazer relativamente ao estudo: vá riscando à medida que vai completando cada tarefa. Vai ver que isso o vai deixar a sentir-se melhor!
  • Esteja atento/a à matéria que está a ser mais difícil estudar: pense em formas criativas de a aprender, com mnemónicas, esquemas, etc.
  • Faça uma lista de todas as dúvidas que tem: para voltar a elas noutro dia ou para questionar um colega ou o/a professor(a).
  • Faça exercício físico regularmente, especialmente no dia do exame, antes do mesmo se for possível.
  • Minutos antes do exame, faça algumas respirações ou tire dois minutos para meditar, focando-se no momento presente.
  • Mantenha-se hidratado e coma alguma coisa regularmente (a desidratação ou a fome podem causar dificuldades de concentração).

O sucesso é o soma de pequenos esforços repetidos dia após dia.

– Robert Collier

Ana Sofia Santos

#estudante #saudemental