Como colocar LIMITES nas relações?

Como colocar LIMITES nas relações?

Os limites são importantes nas relações, uma vez que ensinam às pessoas à nossa volta a forma como nós aceitamos e não aceitamos ser tratados, aquilo que queremos e aquilo que não queremos nessas relações.

No caso de relações em que a outra pessoa vai tendo comportamentos (relativamente a nós) que não gostamos é importante comunicarmos esses limites. As pessoas podem ter esses comportamentos sem intenção, porque simplesmente não têm consciência que o fazem e nós ao comunicarmos estamos a contribuir em 3 frentes:

    • Ajudamos a pessoa (se ela quiser) a ter uma maior consciência sobre si
    • Melhoramos a nossa autoestima
    • Melhoramos a relação entre nós e essa pessoa

Os limites saudáveis devem ser equilibrados, na medida em que deve saber quais são os seus valores, saber em que situações não está disposta(o) a ceder e em que situação está disposta a mudar de opinião.

Exemplo de como colocar um limite:

Quando fizeste X, senti-me Y. Agradecia que não o voltasses a fazer.”

Ou

Quando fizeste X, eu não gostei. Pedia-te que não o voltasses a fazer.”

A forma como a pessoa reage aos limites que impomos comunica mais sobre ela, do que sobre nós. Respeitou o limite? Gozou ou brincou? Isso pode fazer-nos refletir sobre o tipo de relação que temos com essa pessoa.

Ana Sofia Santos

#limites #relaçoes #autoestima #comunicação

Como lidar com comportamentos tóxicos?

Como lidar com comportamentos tóxicos?

Algumas dicas para lidar com comportamentos tóxicos nas nossas relações:

    • Comunicar à pessoa e estabelecer limites.
    • Afastar-se (Não avance logo para este passo. O problema, por vezes, pode ser resolvido logo através da comunicação).
    • Desvalorizar alguns comentários ou julgamentos.
    • Tentar compreender o porquê de a pessoa ter esse comportamento e perdoar.

Ana Sofia Santos

#comportamentostóxicos #relações

Sinais de Alerta que podem indicar a necessidade de Terapia da Fala: Linguagem e Comunicação

Sinais de Alerta que podem indicar a necessidade de Terapia da Fala: Linguagem e Comunicação

Quando se verificam alterações ou dificuldades nas áreas da comunicação e da linguagem, deve-se recorrer a um Terapeuta da Fala para avaliação e intervenção.

Alguns sinais de alerta:

  • Em bebés entre os 0 e os 6 meses: não reage a sons; não faz contacto ocular; não sorri.
  • Em bebés entre os 6 e os 12 meses: não reage ao seu nome; não reage a sons familiares; não emite sons (“bababa”).
  • Em bebés entre os 12 e os 18 meses: não produz palavras monossilábicas; não imita; não reage ao interlocutor (não olha ou sorri); não brinca.
  •  Em bebés entre os 18 e os 24 meses: tem um vocabulário reduzido (entre 4 e 6 palavras); não compreende instruções simples; não diz palavras simples.
  • Em crianças entre os 2 e os 3 anos: não faz perguntas; tem um vocabulário reduzido (menos de 200 palavras); não constrói frases com duas ou mais palavras; recorre mais a gestos para comunicar; tem dificuldade em imitar gestos simples de canções infantis.
  • Em crianças entre os 3 e os 4 anos: não produz frases simples; o padrão de fala é pouco inteligível quer para os pais, quer para estranhos; diz frequentemente palavras como “isto” e/ou “coisa” em vez de nomear; apresenta dificuldade em compreender ordens simples, sem que as mesmas sejam acompanhadas por um ritmo muito lento de fala ou por pistas visuais, como apontar.

Reconhece no(a) seu(ua) filho(a) alguns destes sinais? Procure um especialista!

Marque consulta de Terapia da Fala connosco:

Telemóvel: 912 162 474

E-mail: geral@sereviver.pt

Na nossa Clínica: Rua do Calvário, 390 4425-035 Águas Santas

Ana Sofia Santos

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Mutismo seletivo

Mutismo seletivo

            O Mutismo Seletivo é uma perturbação de ansiedade que se caracteriza pela incapacidade de a criança falar em situações sociais especificas, falando noutras situações.

            Normalmente, as crianças e adolescentes com esta perturbação não iniciam conversas ou não respondem quando os outros lhes falam, podendo tal acontecer nas interações sociais com outras crianças/adolescentes ou com adultos. Com os membros da família próxima em casa podem falar, mas frequentemente com amigos próximos ou familiares de segundo grau (e.g., avós, primos, etc.) apresentam esta dificuldade. Tal dificuldade, pode interferir com o rendimento escolar, quando as crianças recusam falar na escola, impedindo a avaliação das suas capacidades pelos professores.

            Muitas vezes, as crianças com Mutismo Seletivo apresentam: timidez excessiva, isolamento e retraimento social, medo da vergonha em situações sociais, tendência para ficar muito “coladas” às principais figuras de vinculação, traços compulsivos, birras ou comportamentos de oposição ligeiros e negativismo.

            Geralmente, esta perturbação verifica-se antes dos 5 anos, mas pode ser só detetada com a entrada na escola pelo aumento das interações sociais e das situações de desempenho.

Intervenção

            Crianças e Adolescentes com Mutismo Seletivo beneficiam de intervenção psicológica e/ou psiquiátrica que inclui:

  • Reforço da coragem e autoestima da criança;
  • Gestão da sintomatologia: tolerância à ansiedade e desconforto;
  • Treino em técnicas de relaxamento;
  • Intervenção junto das figuras de vinculação para gradualmente se afastarem da criança em momentos de interação com outras pessoas para que esta se habitue à interação social com elas;
  • Envolvimento da escola na intervenção para criação gradual de situações sociais que permitam à criança ir se sentindo mais confortável para ultrapassar a dificuldade.

Em alguns casos, a criança ou adolescente também pode beneficiar de medicação que diminua a ansiedade.

Fontes:

American Psychiatric Association. (2013). DSM-5: Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais (5ª ed.). Climepsi.

Carr, A. (2014). Manual de psicologia clínica da criança e do adolescente: Uma abordagem contextual (1ª ed.). Psiquilibrios Edições.

#mutismoseletivo #crianças #adolescentes #saudemental

Ana Sofia Santos