Sinais de alerta sobre a adaptação do(a) seu(sua) filho(a) à escola

Sinais de alerta sobre a adaptação do(a) seu(sua) filho(a) à escola 

Sinais de alerta a que deve estar atento/a: 

    • Choro frequente  
    • Maior irritabilidade 
    • Mal-estar ou dores frequentes, como dores de cabeça e/ou dores de barriga 
    • Evitamento de atividades do dia-a-dia (ir à escola, estar com os amigos, entre outras) 
    • Dificuldades de concentração 
    • Maior necessidade de atenção 
    • Sono alterado: dificuldades em dormir, acordar frequentemente durante a noite, pesadelos frequentes 
    • Preocupações e pensamentos negativos frequentes 
    • Alterações de apetite 
    • Necessidade mais frequente de ir à casa de banho 
  •  

 Converse com o(a) seu(sua) filho(a), transmitindo-lhe segurança e compreensão. 

 Ana Sofia Santos 

#crianças #adolescentes #escola #sinaisdealerta 

Dia Internacional dos Direitos das Crianças – 20 de novembro

Dia Internacional dos Direitos das Crianças – 20 de novembro 

Declaração Universal dos Direitos das Crianças das Nações Unidas: 

    • Todas as crianças têm o direito à vida e à liberdade. 
    • Todas as crianças devem ser protegidas da violência doméstica, do tráfico humano e do trabalho infantil. 
    • Todas as crianças são iguais e têm os mesmos direitos, não importando a sua cor, raça, sexo, religião, origem social ou nacionalidade. 
    • Todas as crianças devem ser protegidas pela família e pela sociedade. 
    • Todas as crianças têm direito a um nome e a uma nacionalidade. 
    • Todas as crianças têm direito a alimentação, habitação, recreação e atendimento médico. 
    • As crianças portadoras de deficiências, físicas ou mentais, têm o direito à educação e aos cuidados especiais. 
    • Todas as crianças têm direito ao amor, à segurança e à compreensão dos pais e da sociedade. 
    • Todas as crianças têm direito à educação. 
    • Todas as crianças têm direito de não serem violadas verbalmente ou serem agredidas por pais, avós, parentes, ou mesmo a sociedade. 

 Ana Sofia Santos 

#direitosdascrianças #crianças  

Regresso às aulas – Dicas para pais e cuidadores

Regresso às aulas – Dicas para pais e cuidadores

    1. Seja tolerante e paciente: as crianças e adolescentes podem demorar algum tempo a adaptarem-se às novas rotinas depois dos meses de férias.
    2. Mantenha-se atenta/o: o novo ano escolar pode ter um grande impacto nas crianças e adolescentes, originando medos, ansiedade e alterações de humor;
    3. Comunique: ouça as dúvidas que possam ter e procure responder; tente saber como está a ser a adaptação da criança/adolescente à escola e ao ano escolar e incentive a expressão das suas emoções;
    4. Trabalhem em conjunto: envolva a criança/adolescente na organização do regresso à escola.

Ana Sofia Santos

#regressoasaulas #dicasaulas #pais #crianças #adolescentes

Regresso às aulas – Dicas para crianças e adolescentes

Regresso às aulas – Dicas para crianças e adolescentes

As férias mudam as rotinas das crianças e dos adolescentes, por isso o regresso às aulas é novamente um tempo de alterações nas rotinas.

Assim, as crianças e os adolescentes devem:

    • Retomar os hábitos de sono: dormir as horas adequadas e ter horários fixos para dormir e para acordar;
    • Reduzir o uso de tecnologias: quando a escola começar, os horários vão mudar e é necessário foco e concentração nas aulas;
    • Organizar o material escolar e o local de estudo em casa: analisar o material do ano anterior que ainda está bom e preparar com antecedência; e ainda, organizar um local arrumado e sossegado em casa onde possa estudar.
    • Partilhar as preocupações: comunicar emoções e receios quanto ao regresso à escola com um adulto de confiança.

Ana Sofia Santos

#regressoasaulas #dicasaulas #crianças #adolescentes #escola

Regresso às aulas – Medos e ansiedade das crianças e adolescentes

Regresso às aulas – Medos e ansiedade das crianças e adolescentes

 O início do novo ano escolar é um momento que pode trazer ansiedade e medos aos pais e aos filhos.

As crianças e adolescentes podem apresentar receios e ansiedade relativamente:

    • Ao reencontro com coleguinhas e professores já conhecidos;
    • Ao encontro com novos colegas e professores;
    • Ao desempenho escolar;
    • À adaptação ao novo ano, principalmente quando se tratam de transições escolares;
    • À entrada numa escola nova;
    • Às novas rotinas e exigências diárias.

Ana Sofia Santos

#regressoasaulas #escola #ansiedadeescolar #criancas #adolescentes

Dia Mundial da Criança; 6 dicas de parentalidade positiva

Dia Mundial da Criança

Neste Dia Mundial da Criança, trazemos-lhe algumas dicas de Parentalidade Positiva:

  1. Escuta ativa: ouvir o/a seu/sua filho/a quando ele/a fala; ao escutarmos não significa que concordamos com o que ele/a está a dizer, simplesmente damos-lhe a oportunidade de ser escutado quando fala, tal como nós gostamos que nos oiçam.

 

  1. Disciplina assertiva: é adequado castigar o/a seu/sua filho/a quando este/a faz algo que sabe que não deveria fazer (porque já lhe foi dito) ou quando não faz algo que deveria fazer.

Como dar um castigo?

1º Explique especificamente o que ele/a fez de errado;

2º Dê-lhe um castigo adequado, que deverá ser acordado previamente;

3º Explique porque é que o castigo é razoável;

4º Não entre em discussão. Se ele/a começar a discutir, terá um novo castigo (razoável).

 

  1. Tarefas domésticas: ensine o/a seu/sua filho/a a ser responsável por algumas tarefas domésticas; isto ensina-lhes a serem responsáveis, a cuidar da casa e das suas coisas e a ajudar a família.

Como atribuir tarefas domésticas?

1º Só atribua tarefas para as quais o/a seu/sua filho/a tem idade e capacidade suficientes para fazer corretamente;

2º Seja específico quanto ao modo como espera que a tarefa seja realizada e quando é que deve ser feita.

 

  1. Sistema de Consequências: combine com o/a seu/sua filho/a um sistema de consequências (razoáveis), que o/a vai recompensar quando faz algo bem ou quando não faz algo errado e que o/a vai punir quando não faz algo bem ou quando faz algo errado.
  2. Afirmação na primeira pessoa: usar afirmações “eu”, ou seja, podemos dizer “Eu fico zangado/a quando não arrumas os teus brinquedos depois de brincares”. Assim, estamos calmamente a mencionar o problema e como isso nos faz sentir. Não devemos gritar, por mais que nos apeteça. É importante que as crianças percebam que não as odiamos.
  3. Modelo de comportamento: as crianças tendem a imitar os comportamentos dos pais, portanto se queremos que façam ou que não façam determinadas coisas, devemos nós próprios comportarmo-nos desse modo. As crianças tendem a fazer o que nós fazemos, independentemente do que nós dizemos.

 

Fonte: 

Livro “Educar pela positiva: Um guia para pais e educadores” de Nuno Pinto Martins.

 

Ana Sofia Santos

#diadacriança #parentalidadepositiva

A Terapia da Fala na fenda labiopalatina

A Terapia da Fala na fenda labiopalatina

A fenda labiopalatina é uma malformação que normalmente ocorre durante a gravidez e caracteriza-se pela ausência de fusão das estruturas da cavidade oral, ou seja, entre os ossos e os músculos dos lábios e do palato (céu da boca).

Em tais casos, as crianças podem apresentar problemas específicos da fala, nomeadamente hipernasalidade (“falar pelo nariz”), articulações compensatórias (conhecidos por “soquinhos” e “raspadinhos” na garganta) e alterações na ressonância, na fonação, velocidade da fala, fluência e entoação. Além disso, podem também surgir dificuldades na amamentação e na alimentação.

Assim, é fundamental uma avaliação precoce e completa de um Terapeuta da Fala, para que depois este possa intervir no desenvolvimento da fala, na motricidade orofacial, mobilidade e tónus muscular e com estratégias para os pais na alimentação e amamentação dos seus bebés e crianças.  

Marque consulta de Terapia da Fala connosco:

Telemóvel: 912 162 474

E-mail: geral@sereviver.pt

Na nossa Clínica: Rua do Calvário, 390 4425-035 Águas Santas

Ana Sofia Santos

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Sinais de Alerta que podem indicar a necessidade de Terapia da Fala: Linguagem e Comunicação

Sinais de Alerta que podem indicar a necessidade de Terapia da Fala: Linguagem e Comunicação

Quando se verificam alterações ou dificuldades nas áreas da comunicação e da linguagem, deve-se recorrer a um Terapeuta da Fala para avaliação e intervenção.

Alguns sinais de alerta:

  • Em bebés entre os 0 e os 6 meses: não reage a sons; não faz contacto ocular; não sorri.
  • Em bebés entre os 6 e os 12 meses: não reage ao seu nome; não reage a sons familiares; não emite sons (“bababa”).
  • Em bebés entre os 12 e os 18 meses: não produz palavras monossilábicas; não imita; não reage ao interlocutor (não olha ou sorri); não brinca.
  •  Em bebés entre os 18 e os 24 meses: tem um vocabulário reduzido (entre 4 e 6 palavras); não compreende instruções simples; não diz palavras simples.
  • Em crianças entre os 2 e os 3 anos: não faz perguntas; tem um vocabulário reduzido (menos de 200 palavras); não constrói frases com duas ou mais palavras; recorre mais a gestos para comunicar; tem dificuldade em imitar gestos simples de canções infantis.
  • Em crianças entre os 3 e os 4 anos: não produz frases simples; o padrão de fala é pouco inteligível quer para os pais, quer para estranhos; diz frequentemente palavras como “isto” e/ou “coisa” em vez de nomear; apresenta dificuldade em compreender ordens simples, sem que as mesmas sejam acompanhadas por um ritmo muito lento de fala ou por pistas visuais, como apontar.

Reconhece no(a) seu(ua) filho(a) alguns destes sinais? Procure um especialista!

Marque consulta de Terapia da Fala connosco:

Telemóvel: 912 162 474

E-mail: geral@sereviver.pt

Na nossa Clínica: Rua do Calvário, 390 4425-035 Águas Santas

Ana Sofia Santos

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A verdade sobre perturbação de ansiedade generalizada em crianças e adolescentes

Perturbação de Ansiedade Generalizada em Crianças e Adolescentes

A Perturbação de Ansiedade Generalizada caracteriza-se por:

  • Ansiedade e preocupação excessivas que ocorrem em mais de metade dos dias durante pelo menos 6 meses, relativamente a vários acontecimentos ou atividades (e.g., desempenho laboral ou escolar).
  • Dificuldades em controlar a preocupação.
  • Ansiedade e preocupação associadas com pelo menos um dos seguintes sintomas:
    • Agitação, nervosismo ou tensão;
    • Fadiga fácil;
    • Dificuldades de concentração;
    • Irritabilidade;
    • Tensão muscular;
    • Perturbações do sono: dificuldade em adormecer ou em permanecer a dormir, ou sono insatisfatório.
  • A ansiedade, preocupação ou sintomas físicos provocam mal-estar significativo ou prejuízos em várias áreas do funcionamento.

Normalmente, as crianças e adolescentes com esta perturbação de ansiedade são excessivamente perfecionistas e inseguras, tendem a refazer as tarefas devido à insatisfação recorrente que sentem relativamente ao seu desempenho.

O início da Perturbação de Ansiedade Generalizada raramente ocorre antes da adolescência. Nas crianças e adolescentes, as preocupações são, na maioria das vezes, relativas à qualidade das suas capacidades na escola e nos eventos desportivos, mesmo que o seu desempenho não esteja a ser avaliado pelos outros. Em alguns casos, as preocupações também podem ser sobre acontecimentos catastróficos, como sismos ou guerras.

Intervenção

Crianças e Adolescentes com Perturbação de Ansiedade Generalizada beneficiam de intervenção psicológica e/ou psiquiátrica que inclui:

  • Explicação sobre as componentes da ansiedade: cognitiva (pensamentos), emocional (emoções), somática (sensações físicas) e comportamental (ações);
  • Explicação sobre como as preocupações e a Ansiedade Generalizada funcionam;
  • Explicação da necessidade de habituação ao desconforto: para permitir que as situações deixem de causar tanto medo e ansiedade, é necessário que o/a adolescente compreenda que tem de se expor a elas para que ocorra o fenómeno de habituação e para que esse medo desapareça;
  • Ajudar a criança ou adolescente a desafiar os seus pensamentos;
  • Reforço da coragem e da autoestima do/a adolescente;
  • Gestão da sintomatologia: tolerância à ansiedade e desconforto; estratégias de coping e de relaxamento para gerir a ansiedade;
  • Intervenção junto dos cuidadores, quando existe um padrão familiar orientado para o perigo e a catastrofização (ver as coisas como catástrofes e negativas)

Em alguns casos, a criança ou adolescente também pode beneficiar de medicação que ajude na diminuição da ansiedade.

Fontes:

American Psychiatric Association. (2013). DSM-5: Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais (5ª ed.). Climepsi.

Barnhill, J. W. (2020). Transtorno de ansiedade generalizado. https://www.msdmanuals.com/pt-pt/profissional/transtornos-psiqui%C3%A1tricos/ansiedade-e-transtornos-relacionados-a-estressores/transtorno-de-ansiedade-generalizado-tag

Carr, A. (2014). Manual de psicologia clínica da criança e do adolescente: Uma abordagem contextual (1ª ed.). Psiquilibrios Edições.

#ansiedadegeneralizada #crianças #adolescentes #saudemental

Ana Sofia Santos

Fobia Social ou Perturbação de Ansiedade Social em Crianças e Adolescentes

Fobias Específicas em Crianças e Adolescentes

O diagnóstico de fobias específicas em crianças tem uma particularidade, porque os medos são muito comuns nas crianças, fazendo parte do seu desenvolvimento e, por isso, na maioria das vezes são transitórios e apenas ligeiramente incapacitantes. Assim, o diagnóstico numa criança deve ter em conta a avaliação do grau de incapacidade, da duração do medo, ansiedade ou evitamento e da fase de desenvolvimento da criança para perceber se é algo típico dessa fase ou não.

A Fobia Específica enquanto Perturbação de Ansiedade, normalmente, desenvolve-se durante o início da infância, maioritariamente antes dos 10 anos. A idade média de início é entre os 7 e os 11 anos. Normalmente, as fobias que aparecem na infância são mais dos tipos ambiente natural, animais, ou sangue-injeções-ferimentos e as fobias situacionais ocorrem numa idade mais tardia.

            A Fobia Especifica constitui-se como uma Perturbação de Ansiedade quando:

  • Existe medo ou ansiedade marcados relativamente a um objeto ou situação específicos (e.g., animais, sangue, injeção). Tal medo ou ansiedade em crianças pode ser manifestado por choro, imobilidade ou birras.
  • Há medo ou ansiedade quase sempre imediatos perante o objeto ou a situação fóbicos.
  • O medo e a ansiedade sentidos são desproporcionais ao perigo real que o objeto ou a situação específicos colocam.
  • O medo, ansiedade ou evitamento são persistentes, durando 6 meses ou mais.
  • O medo, ansiedade ou evitamento causam mal-estar significativo e interferem nos funcionamentos social, escolar, ocupacional ou noutras áreas importantes.

Intervenção

            Crianças e Adolescentes com Fobias Especificas beneficiam de intervenção psicológica e/ou psiquiátrica que inclui:

  • Explicação sobre as componentes da ansiedade: cognitiva (pensamentos), emocional (emoções), somática (sensações físicas) e comportamental (ações);
  • Explicação sobre a autoperpetuação dos medos: os medos continuarão a existir à medida que a criança/adolescente, quando exposta ao objeto ou situação fóbicos, se retira ou o/a evita sem que a ansiedade atinja o seu pico e comece a diminuir.
  • Explicação da necessidade de habituação ao desconforto: para permitir que o objeto ou situação fobicos deixem de causar tanto medo e ansiedade, é necessário que a criança ou adolescente compreenda que tem de se expor ao/à mesmo/a para que ocorra o fenómeno de habituação e para que esse medo desapareça.
  • Gestão da sintomatologia: tolerância à ansiedade e desconforto; estratégias de coping e de relaxamento para gerir a ansiedade nas situações fóbicas;
  • Exposição gradual ao objeto ou situação fóbicos;
  • Intervenção junto das figuras de vinculação para que supervisionem a criança ou adolescente durante a realização das tarefas fora das consultas.

Em alguns casos, a criança ou adolescente também pode beneficiar de medicação que diminua a ansiedade.

Fontes:

American Psychiatric Association. (2013). DSM-5: Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais (5ª ed.). Climepsi.

Carr, A. (2014). Manual de psicologia clínica da criança e do adolescente: Uma abordagem contextual (1ª ed.). Psiquilibrios Edições.

Waite, J., Crawford, H., & Royston, R. (2015). Anxiety: A guide for parents. Cerebra.

#fobias #crianças #adolescentes #saudemental

Ana Sofia Santos